Um lembrete reduz as faltas. Também pode ser lido por outra pessoa no telemóvel do cliente.
Publicado a 27 de outubro de 2026
Uma agenda para psicólogos com lembretes por WhatsApp poupa tempo e ajuda a reduzir as faltas. Mas um lembrete sai do espaço da consulta: fica no telemóvel do cliente, aparece no ecrã bloqueado e pode ser visto pela família ou por colegas. O sigilo profissional também se aplica aqui. Estas são as regras a seguir.
Para o código deontológico da OPP, o sigilo não cobre só o que é dito em sessão: a secção sobre privacidade e confidencialidade abrange também o próprio facto de alguém ser acompanhado por um psicólogo. E, quando se transmite informação, transmite-se só o estritamente indispensável (ponto 2.7.1: não existe direito à curiosidade). Um lembrete que diga «consulta de psicologia» ou «terapia» revela isso a quem olhar para o ecrã.
Uma palavra neutra como «sessão» ou «marcação» chega. Pense também no nome com que a mensagem aparece: um remetente como «Dra. Ana, Psicóloga» diz tanto como o texto.
Na Lenia: os lembretes nunca levam texto clínico. O texto vem de um modelo fixo, não é escrito à mão, e pode ver a mensagem exata que cada cliente vai receber antes de ela sair. Nos lembretes por WhatsApp (a partir de novembro), nem o nome do serviço vai: a mensagem diz «a sua sessão» e chega da conta da Lenia, não do seu número.
Nem todos os clientes querem mensagens no WhatsApp. Pergunte no início do acompanhamento por onde preferem receber os lembretes, registe a resposta e ofereça sempre uma alternativa, como o email. O WhatsApp é um serviço da Meta e pode implicar transferência de dados para fora da União Europeia, mais uma razão para a mensagem levar só o essencial.
Na Lenia: quando os lembretes por WhatsApp chegarem (a partir de novembro), só vão por WhatsApp se o cliente o tiver autorizado. Sem essa autorização, ou sem um número válido, seguem por email.
Enviar lembretes à mão, do seu número pessoal, é o mais comum e o mais arriscado. Os clientes ficam nos contactos do telemóvel, ao lado dos amigos e da família. As conversas entram nas cópias de segurança do telemóvel. Um engano no destinatário, ou num grupo, expõe um cliente. E se perder o telemóvel, perde também o histórico de marcações.
A alternativa é enviar os lembretes a partir de uma conta da prática, pela plataforma do WhatsApp para empresas. Aí as mensagens automáticas usam modelos de texto que a Meta revê antes de poderem ser enviados. Isso reduz o risco de um detalhe clínico ir por engano, desde que o que preenche o modelo seja só o nome, o dia e a hora. Pergunte ao seu programa de gestão se é assim que envia os lembretes.
Acontece: o cliente responde ao lembrete a contar como correu a semana. Defina antes o que faz nesse caso. O mais seguro é não continuar a conversa por ali e dizer que falam disso na sessão, para que o conteúdo clínico fique no processo e não no telemóvel.
Na Lenia, os lembretes por email estão em todos os planos e os lembretes por WhatsApp chegam ao plano Amplo (a partir de novembro). Para os outros pontos a ver num programa para a prática clínica, leia como escolher software para psicólogos, e sobre IA, o que confirmar antes de gravar uma consulta.
A Lenia é software português para psicólogos em prática individual. Conheça a Lenia ou leia como trabalhamos.